MEMÓRIAS DA FAMÍLIA BENDER
- Jonatha Husek
- 4 de set. de 2023
- 4 min de leitura

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Capítulo 01
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Por muitos anos ficaram perdidas as memórias da família Bender, até mesmo, por algumas vezes foram esquecidas e ignoradas por seus descendentes, e hoje, após muita persistência ao pesquisarem e buscarem a história da família de Johann Jacob Bender e Josephine Hiel, dois de seus descendentes, em busca de conhecer a história da família, remontam a trajetória de vida de seus antepassados da família Bender.

Em alguns capítulos tentaremos remontar esta história e preencher as lacunas que ainda insistem em existir. Para isso, partiremos do começo, como isso tudo começou? Após várias pesquisas e busca de documentos, Jairo Bender e eu nos encontramos virtualmente e ao nos apresentarmos, vimos que somos descendentes do mesmo imigrante Bender, o Johann Jacob Bender, e ainda mais, descobrimos que nossos antepassados, além de serem parentes, tinham relações próximas, seu avô Erasmo Bender, irmão mais novo de minha trisavó, Josephina Bender, que por sua vez, era a filha primogênita do casal Jacob Bender e Henriqueta Lampert Bender.

Família que iniciou-se com o casamento de Jacob e Henriqueta no ano de 1876 em Santa Maria da Bocca do Monte - RS, hoje, chamada apenas de Santa Maria, o casal, filhos de imigrantes alemães, Ele de Johann Jacob Bender e Josephine Hiel, nascido em 1852, ainda no “velho mundo”, possivelmente na cidade de Trier, e Ela filha do imigrante Karl Lampert e Catharina Kruel, nascida no ano de 1858 em Taquari - RS.
Casal que tiveram seguintes filhos:
F1 - Josephina Catharina Bender, n. 1877;
F2 - Jacob Otto August Bender, n. 1879;
F3 – Leonor Bender, n. 1881;
F4 – Leopold Bender, n. 05.1883;
F5 – Oskar Bender, n. 1885;
F6 – Adele Bender, n. 1887;
F7 – Gustav Bender, n. 1889;
F8 – Erasmus Bender, n. 1891;
Mas, como em toda história, nem tudo são flores, Jacob tem uma morte precoce, faleceu aos 38 anos de idade, deixando sua esposa com oito filhos, sendo, um deles, Erasmus, ainda na barriga, por tanto, Erasmus nasceu órfão de pai. Henriqueta é acolhida pela família de origem, os Lampert, seus irmãos os ajudam e acolhem, e com o passar dos anos, a família decide mudar-se para Cachoeira do Sul, “Primeira Lacuna” porque decidiram mudar-se para Cachoeira do Sul? ainda não desvendada.
Bem, mas antes disso temos os antepassados que decidiram imigrar para o Brasil, e para melhor exemplificar, deixarei o texto de meu colega de pesquisa e primo Jairo Bender:
“Christoph encontrava-se sobre um morro, às margens do rio Mosela, era final de tarde, e, não havia encomendas para o jovem tanoeiro entregar. Talvez amanhã devesse olhar com mais cuidado a horta que cultivava na pequena área onde residia com sua esposa Catharina, e, seu filho recém nascido Johann.
Mosel é um dos principais afluentes do rio Reno, e, Christoph apreciava ficar ali às vezes, ouvindo o burburinho da água, e o chilrear dos pássaros nas árvores.
Sua propriedade e lar ficavam a menos de um quilômetro dali, coisa de minutos, sua casa ficava praticamente a sombra do muro romano que cercava a pequena Trier. As construções espaçadas umas das outras com muitas áreas livres usadas dentro da cidade como terra para cultivo, ou, pasto.
Eram em sua maioria construções rústicas de madeira, salvo as áreas mais centrais e próximas ao mercado e a catedral onde habitam nobres, ricos, e os eclesiásticos romanos. A cidade se alonga por uma razoável extensão, mas, interrompida por muitos jardins. Pela margem direita do rio Mosel está uma ponte de pedra de oito arcos. O limite norte da cidade e fechado pela Porta Nigra, uma gigantesca construção que fora em tempos antigos a porta de entrada através dos muros fortificados de Trier.
Dentro da cidade na parte oeste, encontra-se a descomunal praça e o palácio do Trigésimo Regimento de Infantaria. Na parte sudeste ficam as ruínas romanas, ainda grandiosas, das termas e do anfiteatro.
No sul e no norte ficam os esplêndidos edifícios das antigas e ricas abadias subordinadas diretamente à autoridade do governo imperial.
Na margem esquerda do Mosel erguem-se rochedos escarpados de cor avermelhada, e, entre eles, amendoeiras e grandes castanheiras. No alto dos rochedos, vê-se uma capela de peregrinação em seu ponto mais alto, uma cruz solitária, da qual se olha para baixo e se vê a íngreme profundeza.
Por trás desses rochedos, altas montanhas se elevam, com uma bela floresta copada de castanheiras, carvalhos e faias.
Entre os rochedos, no meio da floresta, flui um riacho que deságua no Mosel após ter se distanciado 15 minutos da sua nascente, ele cai de uma altitude de 70 pés em um desfiladeiro no interior de um rochedo, onde a luz do sol nunca brilha. A sensação constante de frescor e o barulho exclusivo da queda d'água nesse lugar são magníficos. Do alto das montanhas e dos rochedos, olha-se para a cidade lá embaixo, como se olha para um mapa. Trier é um lugar belo, e Christoph é feliz ali. Havia em Trier mais áreas não construídas do que construídas. Ao lado de construções de pedra ainda se encontravam sobrados de madeira, e, em certo bairro até mesmo "barracos" em condições piores do que na mais ínfima cidade rural. Trier tinha apenas duas ruas principais, sendo o restante vielas laterais e ruelas.
Por meio das proibições contidas em uma prescrição do governo que visava a regulação das vias públicas, tornou-se proibido simplesmente despejar o esgoto das cozinhas, estábulos, e estabelecimentos comerciais na rua, assim como água suja e o conteúdo dos penicos, porcos e bezerros não podiam mais ser abatidos nas calçadas.
Fabricar pipas e barris não era o pior trabalho do mundo naquela época, mas, Christoph dependia naturalmente das encomendas das abadias, pequenos nobres e estabelecimentos comerciais dentro das cercanias e vizinhanças da cidade. Bens duráveis manufaturados com qualidade faziam a freguesia procurá-lo com alguma regularidade.
Sua preocupação, no entanto, era o pequeno Johann. Uma boa educação formal dependia das universidades de Bonn ou Berlim, e isso, era um privilégio dos mais abastados.
O sol estava se pondo, hora de voltar para casa, Catharina já deve estar preocupada.
Deste modo Christoph retorna, refletindo sobre o futuro das vindouras gerações da família Bender, naquela tarde ensolarada de agosto de 1813, sem imaginar que o rio Mosel, o Reno, e depois o oceano Atlântico levariam seus planos bem mais longe do que qualquer um poderia supor.”
Nas próximas postagem da série Memória da Família Bender, tentaremos preencher mais lacunas que ainda estão em aberto, a busca e a pesquisa não sessão!
Fontes:
BENDER, Jairo. via mídia social.
FAMILY SEARCH. https://www.familysearch.org/pt/.
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