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Do fundo do baú.

  • Foto do escritor: Jonatha Husek
    Jonatha Husek
  • 11 de fev. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 23 de fev. de 2023


(figura ilustrativa de um baú)

Muitas famílias ainda guardam seus registros fotográficos, os quais, frequentemente, estão guardados lá no fundo do baú, dentro de caixas de sapatos, em álbum fotográficos, gavetas, em fim, guardam suas lembranças que auxiliam a compor e memória da família.


Essas memórias, na grande maioria das vezes remete a lembrança de um ou mais familiar, qual fazia a guarda desses registros, e com afetividade contavam com entusiasmo as histórias da fotografia e dos personagens familiares ou amigos que compunham estes registros. Também, guardamos estes registros para lembrar de uma pessoa querida por nós, que esteja longe ou até mesmo como saudades daqueles que já não estão mais em nosso convívio.


Na grande maioria das vezes, os registros fotográficos que guardamos com carinho estão avariados, arranhados, com dobras nas pontas e amarelados, devido o passar dos anos, dos métodos que foram armazenados, e dos diversos fatores do ambiente em que foram expostos e, nunca imaginamos que este registro poderá servir, além da construção da memória da família, mas, também na memória do município onde foi retratada a fotografia. muitas destas fotografias tiveram como cenário o ambiente comum de nossos antepassados e também de nossas cidades.


Algumas fotografias conseguem nos levar ao ambiente da casa de nossos antepassados, ao lugar onde viveram como vilarejos, cidades, fazendas, chácaras, ou mesmo, a um lugar onde foram visitar, como locais turísticos, locais da cidade onde viveram e etc.


São vários os exemplos que podemos citar, e trarei alguns exemplos de fotografias familiares, "guardadas no fundo do baú", que retratam não somente os familiares, mas, também o município em que viveram. Trago quatro exemplos de registros fotográficos guardados no acervo familiar que contribuem para visualizar como eram os cenários dos locais, prédios, monumentos e eventos do passado da cidade de Cachoeira do Sul.


Como primeiro exemplo, trago um registro fotográfico, do acervo de Marli Kresting, onde estão fotografados seus familiares na festa do arroz em 1941 no estádio municipal Joaquim Vidal, qual podemos observar a arquibancada do evento, os trajes da época e toda a movimentação que o evento teve. Neste registro foram identificado familiares e pessoas conhecidas de nossa cidade.


(Fotografia do acervo de Marli Kresting - Festa do Arroz em 1941)

No seguinte registro fotográfico, de acervo de Roberto Saraiva, no qual está registrado sua mãe, d. Marina Pessolano Brandes (de pé a esquerda) e amigas, em meados da década de 30, junto ao antigo relógio da rua Sete de Setembro, relógio que não existe mais, e com esta contribuição de Roberto, nos permite visualizar de forma informal da relação que a população de Cachoeira tinha com o monumento.


(Acervo fotográfico de Roberto Saraiva)


(Acervo fotográfico da família Machado de Oliveira)

Nestes dois registros fotográficos, também de meados da década de 30, do acervo da família Machado de Oliveira, estão retratadas d. Mercedes Rangel Aude¹ e sua filha d. Rita da Silva Machado de Oliveira² com amigas no passeio público da Praça Borges de Medeiros, mais conhecida pelos munícipes de Cachoeira como Praça da Caixa D'Água, registro que no permite visualizar o ambiente comum de Cachoeira, qual era utilizado por nossos antepassados como lugar de lazer e de encontro entre familiares e amigos.












Por fim, o registro fotográfico, de meados dos anos 40-50, de acervo da família Alves, que retrata d. Ondina Alves Valli¹, d. Frieda Zimmer Ilha² e, uma pessoa³ ainda não identificada, no passeio público da rua Sete de setembro em frente a Casa de Ferragens Augusto Wilhelm.


(Acervo fotográfico da família Alves)
(Vista lateral da Marquise - Acervo do restauro da Casa Augusto Wilhelm - Foto de Renato F. Thomsen)

Fotografia que além de nos remeter ao ambiente de época, as pessoas queridas familiares e amigas, também aos trajes de época, auxiliou no restauro do prédio da Casa Augusto Wilhelm, realizado pela arquiteta e urbanista Elizabeth Thomsen, que com esta fotográfica possibilitou visualizar e identificar as dimensões das mãos-francesas da marquise frontal do prédio. pois não havia conhecimento de outros registros fotográficos tão demonstrativo das mãos-francesas, e a partir deste viabilizou o restauro da marquise do prédio centenário por completo.













(Fotografia de época com vista frontal do prédio - Acervo do restauro da Casa Augusto Wilhelm - Foto de Renato F. Thomsen)


(Vista Frontal do prédio - Acervo do restauro da Casa Augusto Wilhelm - Foto de Renato F. Thomsen)

(Mãos-Francesas - Acervo do restauro da Casa Augusto Wilhelm - Foto de Renato F. Thomsen)

Antes de finalizar, gostaria de parabenizar a Arquiteta Elizabeth Thomsen e a todos os envolvidos, pelo belíssimo trabalho de restauro do prédio centenário da Casa Augusto Wilhelm, contribuindo a manter viva a história da nossa Cachoeira.

E, por fim, como aspirante em pesquisa genealógica, faço um apelo a todos que guardam registros fotográficos familiares, mesmo aqueles mais surrados pelo tempo, que os preservem e mantenham a história de seus familiares e amigos vivas, pois estas histórias podem colaborar com a história local.



Fontes:


Kresting, Marli. Conversa via Mídia Social, Acervo fotográfico familiar;


Thomsen, Elizabeth. Conversa via mídia social. Acervo fotográfico e informações do restauro do prédio,


Thomsen, Renato F. Thomsen. Conversa via mídia social. Acervo fotográfico do restauro do prédio;


Saraiva, Roberto. Conversa via mídia Social, Acervo fotográfico familiar;


 
 
 

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